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Acreditar para encantar

Acreditar para encantar

Cada empresa possui seus próprios valores e propósito, além de uma missão e visão que, de forma específica, podem não ter como objetivo o encantamento. Ainda assim, algumas marcas buscam no relacionamento encantado um diferencial competitivo. Afinal, cada vez mais fala-se da importância da humanização das marcas.

Guy Kawasaki, cuja carreira foi marcada por encantar pessoas e ficou conhecido por sua posição de evangelista-chefe na Apple, mostra a importância de evangelizar os consumidores, bem como os funcionários e investidores para construir um relacionamento encantado.

Uma das lições aprendidas por Kawasaki trabalhando com Steve Jobs foi a importância de fazer os outros acreditarem nas coisas antes mesmo de poderem vê-las. Ele precisava convencer as pessoas a comprar ou investir em algo em que ele acreditava, ficando evidente a importância de acreditar para encantar.

Para que as empresas trabalhem com apelo ao coração das pessoas, o evangelista sugere que três princípios sejam seguidos:

  1. Possuir um produto e/ou serviço incrível
  2. Ser uma marca simpática e confiável
  3. Expressar seus atributos em todos os pontos de contato

Internamente, a razão de ser e o acreditar na marca precisam estar incorporados na empresa como um todo:
 

“Se os funcionários não estão encantados, é muito pouco provável que eles encantem o consumidor.”
Guy Kawasaki

 

O especialista ainda caracteriza o relacionamento encantador como duradouro, profundo e totalmente voluntário, além de benéfico para ambas as partes.

Quando a marca passa a encantar seu público interno e seus clientes, consequentemente torna-se uma marca de valor e, apesar das empresas em geral optarem por determinar preço pelo custo e pela concorrência, estudos demonstraram que a lucratividade pode ser muito maior quando fator determinante de preço é o valor ao consumidor.
 

"Preço é o que você paga. Valor é o que você recebe."
Warren Buffet


Parece simples, mas encantamento não é um evento, mas um processo que deve ser contínuo e exige atenção àqueles que se pretende encantar. Atenção, dedicação e amor. Afinal, como inspirado por Antoine de Saint-Exupéry: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".

Lembre-se: em meio à intensa competitividade e disputa pela atenção das pessoas, facilmente as marcas podem perder o lugar arduamente conquistado em sua mente e em seu coração.

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